A jornada de inovação da Porto com a Oxigênio, por Mauricio Martinez

25/09/2025

WaM

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    Prestes a completar 80 anos de história, a Porto acumula diversos marcos em sua trajetória. Entre os mais recentes estão o reconhecimento como empresa inovadora no Prêmio Valor Inovação 2024; o lançamento do primeiro cartão de crédito do mercado com cashback do IOF em compras internacionais; e a criação da Oxigênio, aceleradora voltada para levar o empreendedorismo e a inovação em startups.

    Para falar um pouco mais sobre essas conquistas e refletir sobre o papel da inovação no desenvolvimento e crescimento das grandes empresas, convidamos Mauricio Martinez, Gerente de Pesquisa e Desenvolvimento de TI da Porto Seguro há mais de 15 anos.

    Inovação Aberta e Oxigênio

            “Falar da Oxigênio é motivo de muito orgulho para mim. Apesar de ter nome e espaço próprios, ela é um projeto da área de P&D de TI e surgiu da necessidade de começar a inovar mais rapidamente do que nossos concorrentes. Na época, vimos também um movimento muito grande das startups e seus modelos ágeis, que em pouco tempo e com poucas pessoas, conseguiam pegar uma tecnologia e transformá-la em um produto ou serviço”, inicia ele.

    Mauricio afirma que a Oxigênio foi criada com base na crença de que a inovação aberta era fundamental para que a Porto começasse a buscar soluções para além do seu desenvolvimento interno. Por isso, ao perceber que a companhia também acreditava que nem todas as respostas estavam do lado de dentro, eles viram a necessidade de criar a aceleradora.

              “Hoje, 10 anos depois do seu nascimento, ficou ainda mais fácil notar como a inovação é um grande impulsionador de negócios. Antigamente, você inovava para melhorar a sua capacidade de entrega e atender seus clientes. Mas agora, todo dia tem coisas novas e você precisa, de alguma forma, levar essa novidade para eles. Existe essa expectativa, porque em algum momento, o cliente acaba usando isso no dia a dia… A IA está aí para provar. Então, a Oxigênio surgiu disso: da necessidade de buscar a inovação de maneira rápida e efetiva por meio das startups. Esse é o nosso papel”. 

    Mudanças iniciais e visão da inovação

    Após o convite para criar a Oxigênio e o início do desenvolvimento do projeto, Maurício destaca algumas mudanças iniciais necessárias para que a Oxigênio não se tornasse apenas uma solução temporária, mas sim algo concreto, duradouro e benéfico para todos.

              “A área de TI passou de um ambiente em que ‘fazer, não importa como’ era o mais importante, para uma engenharia mais robusta, com foco na prevenção de erros e na exigência de business cases bem definidos para novas iniciativas. Por isso, minha visão de inovação na Porto envolve acolher novas ideias, mesmo as mais ‘frágeis’, e dar a elas a chance de crescer e se tornarem viáveis a longo prazo. Pra mim, a inovação é uma evolução natural para empresas que querem se manter no mercado, e ao mesmo tempo, precisa ser muito bem estruturada”, explica.

    Os desafios também fizeram parte dessa construção dentro da Porto, desde a falta de familiaridade em trabalhar com startups, incluindo processos de contratação e homologação de fornecedores, até a implantação robusta de serviços digitais que garantisse que a seguradora continuasse acompanhando as mudanças. 

    “Como, por exemplo, a integração do Pix para o pagamento de faturas e outros sistemas. Íamos gastar bastante dinheiro para montar a infraestrutura, sendo que já existiam startups oferecendo esse mesmo tipo de serviço. Então, antecipamos esse movimento e economizamos dinheiro e tempo, sem precisar começar tudo do zero.”

             A partir daí, a Oxigênio começou a trazer diferentes startups para diversos projetos, incluindo soluções de benefícios, como psicologia online para clientes e funcionários, entre outros serviços. “A Oxigênio permitiu que a Porto ‘degustasse’ as soluções antes de investir diretamente de maneira interna. Essa avaliação prévia economizou recursos e acelerou a implementação de outras tecnologias”, completa.

    Mudança na inovação e reconhecimento como empresa inovadora

    Ao longo desses 10 anos, a Oxigênio contribuiu para o letramento dos executivos da Porto em inovação aberta e startups, tornando o trabalho das áreas de negócio com essas empresas jovens muito mais independente.

                “Chegamos em um estágio que, para entrar em contato com uma startup, não é mais necessário falar diretamente com a Oxigênio. As áreas de negócio já sabem como atuar e existe um processo homologado. Estamos constantemente nos reinventando. Então, apesar de ser uma aceleradora de startups e trabalhar, principalmente, com inovação aberta, essa é apenas uma das várias frentes da Oxigênio. Também atuamos em empreendedorismo, prototipação e detecção de tendências”, explica.

    Como resultado de todo trabalho e dedicação, o Prêmio Valor Inovação reconheceu a Porto, em 2024, como uma das empresas mais inovadoras do Brasil. Sobre a premiação, Mauricio comenta: 

    “Esse reconhecimento é atribuído às diversas iniciativas inovadoras em diferentes áreas da Porto, não apenas à Oxigênio.  A inovação é vista como parte do DNA da empresa, e o time de PD de TI desempenha um papel de apoio e estímulo às áreas de negócio. E, isso foi, e continua sendo, fundamental para a nossa evolução”.

    Sustentabilidade e responsabilidade socioambiental

    A Porto também considera a questão ambiental essencial para sua evolução. Além de ser signatária do Pacto Global e dos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável), a organização atua em diversas iniciativas, que incluem a redução da pegada de carbono, a gestão de lixo eletrônico e parcerias com startups para soluções como carona solidária e biodigestores para restaurantes.

               “A Porto busca soluções para diversos desafios ambientais, como a falta de monitoramento climático preciso no Brasil, que dificulta a implementação de seguros paramétricos. Então, sempre fechamos parcerias com universidades e iniciativas privadas”, avalia Maurício.

    Um exemplo desse comprometimento aconteceu após os desastres climáticos no litoral norte, em 2023. A Porto organizou uma força-tarefa, enviando sua equipe de serviços para ajudar tanto clientes quanto não clientes. 

    “Toda nossa força de serviços desceu para o litoral para ajudar. Cliente ou não, não fizemos distinção. Se havia um carro atolado, precisando ser retirado de uma garagem ou de um prédio alagado, nós atuamos. 

    E finaliza com o questionamento: 

          “A Porto é muito comprometida com essa parte. E isso é só mais uma prova de que a questão ambiental já não pertence ao futuro. É o presente e é coletivo. O que as grandes empresas estão fazendo hoje para colher amanhã?”

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