Quais tendências considerar em um plano de aprendizagem corporativa para 2026?

19/02/2026

WaM

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    As tendências para 2026 continuam! Entre elas, destacam-se o desenvolvimento de soft skills, o microlearning, o aprendizado contínuo e o reskilling. Mas o que esses conceitos significam? E como um plano de aprendizagem corporativa pode ajudar a preparar empresas para esse novo cenário do futuro do trabalho? Confira!

    Desenvolvimento humano focado em soft skills 

    O desenvolvimento humano focado em soft skills (habilidades comportamentais) é a principal tendência para 2026, com foco em liderança, empatia, aprendizado contínuo e inteligência emocional. 

    Segundo o World Economic Forum (WEF), essas são as principais habilidades do futuro, pois a comunicação clara empática melhora a cooperação entre equipes e evita ruídos no dia a dia; a liderança colaborativa compartilha conhecimento e atua em conjunto para alcançar objetivos comuns, influenciando positivamente; o aprendizado contínuo amplia a criatividade e as oportunidades de crescimento; e a inteligência emocional permite lidar melhor com pressão e feedbacks, além de tomar decisões mais equilibradas;

    Microlearning e conteúdos dinâmicos

    O microlearning é o consumo de conteúdos em pequenos blocos, geralmente de 3 a 7 minutos, focado em um objetivo de aprendizagem. É uma abordagem muito eficiente em ambientes corporativos e digitais, que vem se tornando cada vez mais comum em grandes empresas. Ele se ajusta às necessidades e rotina do colaborador contemporâneo e facilita a aplicação imediata do conhecimento.

    O microlearning entrou de vez na educação corporativa porque: 

    • Aumenta o engajamento e a retenção. De acordo com o Research Institute of America, o microlearning pode aumentar a retenção do conhecimento em até 80%, quando comparado a métodos tradicionais.
    • Permite aplicação imediata no trabalho. Quando integrado à rotina, isso ocorre com muito mais facilidade, seja para colaboradores aprenderem novos processos ou para times se desenvolverem e se reciclarem. Ao oferecer mais flexibilidade e autonomia, o aprendizado acontece de forma assíncrona e mais eficiente.
    • Adapta-se à rotina acelerada dos colaboradores. Isso acontece por meio de formatos dinâmicos como áudios, infográficos, cortes de podcasts, quizzes e até o uso de IA generativa.

    Reskilling e aprendizado contínuo

    Com tecnologias e modelos de trabalho mudando rapidamente, as organizações precisam preparar colaboradores para novas funções e também aprimorar habilidades existentes. Essas duas formas de desenvolvimento têm nome: reskilling e upskilling.

    O reskilling é o processo de aprender habilidades técnicas e comportamentais para assumir uma função totalmente diferente da exercida atualmente. Sua finalidade é preparar profissionais para transições internas de carreira, especialmente quando a função original se torna obsoleta. Além disso, é uma estratégia crucial para reduzir custos com novas contratações, aumentar o engajamento e reter talentos que já conhecem a cultura da empresa.

    Já o upskilling tem como objetivo capacitar colaboradores para realizar o trabalho atual com mais qualidade ou utilizando novas ferramentas. Enquanto o reskilling prepara para uma nova função, o upskilling aprofunda competências já existentes. Ele é essencial para manter a força de trabalho relevante em um cenário de rápida transformação digital.

    Plano de Aprendizagem Corporativo

    Para começar, um bom plano de aprendizagem corporativa precisa contemplar conteúdos curtos e aplicáveis, desenvolvimento de habilidades comportamentais, integração ao fluxo de trabalho e tecnologia para personalizar trajetórias de aprendizado. São exatamente os pontos que destacamos ao longo deste artigo e que vêm se consolidando como tendência para este e os próximos anos.

    Além disso, as grandes empresas estão indo além da tradicional “universidade corporativa”. Os planos modernos incluem:

    • plataformas integradas,
    • mentorias,
    • comunidades internas,
    • interação social,
    • troca de experiências, e
    • conteúdos flexíveis e acessíveis.

    Ou seja, as instituições que investem em inovação na educação não estão apenas capacitando seus profissionais, mas também moldando o próprio futuro do trabalho.